Publié par : manuelsds | 7 juin 2011

Sprint para o abismo

Passos Coelho quer ir além das medidas previstas no acordo da Troika

Pedro Passos Coelho afirmou ontem, em entrevista à agência Reuters, que pretende ir mais longe nas medidas de austeridade previstas no memorando da troika, para Portugal deixar de ser um peso para a Europa e para tranquilizar os mercados. Para Passos Coelho as medidas acordadas não são suficientes, e vale a pena recordá-las:
  • Despedimento individual mais fácil, se o trabalhador não cumprir « objectivos » fixados pelo patrão.
  • Horas extraordinárias mais baratas para os patrões.
  • Bancos de horas negociados directamente com os trabalhadores.
  • Taxa Social Única reduzida para os patrões.
  • Subsídio de desemprego com duração máxima de 18 meses.
  • Menos 200€ no subsídio de desemprego.
  • Subsídio de desemprego desce 10% nos últimos seis meses de prestação.
  • Menos indemnização por despedimento.
Ao cumprir estas medidas acordadas antes das eleições estaremos já a caminhar para o abismo, se formos além deste acordo não sabemos onde iremos parar. Mas o pior de tudo é que o Coelho está com pressa para ser de novo o bom aluno da Europa, e como alguns comentadores dizem: « é necessário aproveitar o estado de graça do início do mandato para aprovar as medidas mais duras », opinião esta que é partilhada pelo Presidente da República que também já veio dizer que temos de nos apressar a legitimar o novo Primeiro-Ministro.
Ninguém pára o Coelho?

Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Carga policial do Rossio: o julgamento foi adiado e à porta do tribunal exigimos justiça

Na sequência da arbitrária e inaceitável carga policial do Rossio no passado sábado, duas das três pessoas detidas sem qualquer justificação tinham julgamento marcado para hoje de manhã – por alegadas injúrias, resistência e coacção sobre os agentes de autoridade que estavam no exercício das suas funções. Logo no sábado, a assembleia popular decidiu a mobilização para a presença solidária hoje no Campus da Justiça e a realização de uma conferência de imprensa ao final da manhã.
O julgamento acabou por ser adiado para o próximo dia 16 de Junho. Na conferência de imprensa foram mais uma vez descritos os momentos em que, com incredulidade e indignação, as pessoas que se encontravam no Rossio pacificamente a preparar mais uma assembleia popular foram confrontadas com a intervenção violenta da Polícia Municipal e da Polícia de Segurança Pública. Foram também reafirmadas as consequências desta acção policial: pessoas agredidas, detenções sem justificação e confiscação de material (de som, de informação, fotografias e objectos pessoais). Finalmente, além da devolução do material indevidamente apreendido, foi exigido um esclarecimento total sobre quem determinou e qual a razão para esta intervenção policial, porque não é admissível que não sejam apuradas e assumidas as responsabilidades por esta acção policial totalmente inaceitável.

Violência policial no Bairro 6 de Maio – um atentado contra todos nós

Na madrugada de sábado para domingo, a polícia invadiu o Bairro 6 de Maio, na Amadora, admitindo que iria em resposta a provocações e danos de que teriam sido alvo carros de patrulha da PSP. Desde logo, admitiram que iam em vingança, embora com a desculpa da necessidade da ordem pública. Cercaram o bairro e entraram nas casas das pessoas, destruindo bens e haveres dos moradores e agindo sob o critério da violência desmedida e impune. No rastro da destruição, várias pessoas foram feridas, incluindo um bebé de 1 mês, exposto ao gás lacrimogéneo utilizado pela polícia, que teve de receber assistência hospitalar. No final, a PSP faz um relatório para os media e anuncia as 17 detenções, tentando legitimar a intervenção.

Crianças vítimas do poder

João Duque-Presidente do ISEG
Enquanto o programa de austeridade está para aí para ficar, os partidos de poder afirmam, ora a necessidade de um « choque liberal » (Luís Amado, PS) para a economia portuguesa, ora a contenção de (miseráveis) salários (João Duque, homem próximo do PSD). Entretanto, 40% das crianças em Portugal vive em situação de pobreza segundo um estudo do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), tendo este grupo já ultrapassado os idosos em situação de pobreza.

Domingo, 5 de Junho de 2011

Opinião :: Vota contra a precariedade, Vota contra a violência policial

Hoje é dia de eleições. A precariedade aumenta dia após dia, bem como a exploração e o desemprego. De resto, assim é há muitos anos em Portugal. De alguns retratos escondidos da sociedade portuguesa passámos a ser a maioria dos jovens e a próxima esmagadora maioria do país que vive do seu trabalho, jovens e menos jovens. Como sempre, ao mesmo tempo que a precariedade e a pobreza aumentam, a brutalidade da violência policial também aumenta, para controlar o ânimo de quem não aceita esta proposta social.

Comunicado « Democracia Verdadeira Já! »

Violência Policial no Rossio

Conferência de Imprensa 2ª feira, 6 de Junho 12h
Campus da Justiça

Hoje, o grupo de cidadãos “Democracia Verdadeira Já” tinha convocado para o dia de reflexão, uma Assembleia Popular no Rossio, bem como a continuidade dos seus grupos de trabalho.

Às 15h30, cerca de 30 pessoas estavam reunidas calmamente na praça.

Dois agentes da Polícia Municipal chegaram. Sem nada que o justificasse, um agente pediu a indentificação de um cidadão que perguntou à policia qual era o motivo para estar a ser identificado. Os presentes aproximaram-se e começaram a filmar e a fotografiar a situação.

Poucos minutos depois chegou o corpo de intervenção da PSP que algemou, agrediu indiscriminadamente, e deteve três pessoas. Foi uma operação policial violenta, desproporcional e despropositada.

A maioria dos agentes da PSP não estava identificada, recusou identificar-se, e perante os presentes tiveram ainda várias atitudes de provocação e de intimidação, recorrendo ao insulto e à força física.

Sábado, 4 de Junho de 2011

Carga Policial contra as pessoas que montavam a Assembleia Popular

 »Perto das 16h, quando chegavam as primeiras pessoas para preparar a assembleia popular (a realizar hoje às 19h), apareceu a corpo de intervenção que com a sua habitual brutalidade carregou sobre essas pessoas. O apelo é TODXS AO ROSSIO JÁ, para se juntarem aos cerca de 200 que já lá estão!! »


Via: Portugal Uncut

Comunicação Social:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1870205

CRH e Newtime – dois exemplos entre o mar de ilegalidades praticadas pela totalidade das ETTs

Uma ínfima parte da fraude e da chantagem que as Empresas de Trabalho Temporário (ETTs) representam tem sido notícia nos últimos dias. Desde os 15 milhões de euros de fraude fiscal detectados até hoje num conjunto alargado de ETT’s que contribuem assim para a descapitalização do Estado até às mais diversificadas formas de forçar despedimentos e não pagar salários e outras indemnizações, tornam-se públicos alguns dos trilhos da ilegalidade habitualmente percorridos por todas as ETT’s.
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