Publié par : manuelsds | 12 mai 2011

Inflação dispara para mais de 4% em Abril | agência financeira

Economia

Inflação dispara para mais de 4% em Abril

Combustíveis, gastos com habitação, bebidas alcoólicas e tabaco… Está tudo mais caro

A inflação disparou para os 4,1% em Abril, mais uma décima do que a variação homóloga de Março, revelam os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

«À semelhança do mês anterior, entre as contribuições positivas para a taxa de variação homóloga do IPC (Índice de Preços no Consumidor), destacam-se as registadas nas classes dos transportes, da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas».

Assim, as maiores subidas de preços aconteceram nos transportes, por causa dos combustíveis, gastos com habitação (que inclui contas da luz e da água) e dos preços das bebidas alcoólicas e tabaco. Houve também uma forte subida dos preços dos bens alimentares em mais de 2%.

Preços vão continuar a subir

Esta escalada está em linha com o esperado pelos analistas, que avisam que é para continuar: «As taxas de inflação vão continuar muito elevadas, em torno dos 4%, ou ligeiramente acima até meados do ano. Reflectem sobretudo o aumento dos preços dos combustíveis e de alguns impostos. A partir de meados do ano deveremos começar a assistir a um recuo», explica a economista do BPI Paula Carvalho, citada pela Reuters.

Desta forma, os dados «não surpreendem». Esta é, de resto, uma «evolução que está acomodada. O pior reflexo é no rendimento disponível das famílias, já que os salários não acompanham os aumentos dos preços. Mantemos a nossa estimativa de 3,8% para o final deste ano».

Se não tivermos em conta a subida dos preços da energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação homóloga foi 2,6%, 0,2 pontos percentuais acima da observada em Março.

Em termos mensais, o IPC apresentou uma variação de 0,4%, contra 1,6% em Março deste ano e 0,4% em Abril de 2010.

A inflação média anual, aquela que serve de referência aos salários e várias actualizações de preços, está agora nos 2,5%, nível que já não era atingido desde finais de 2008. Em Março, tinha ficado mais abaixo, nos 2,3%.

«Os riscos estão agora na propagação da alta de preços da energia face a outros sectores. Acredito que no caso dos bens não transaccionáveis e salários, essa programação não venha a ocorrer de forma tão acentuada, fruto da desaceleração económica», prevê o economista de mercados financeiros Filipe Garcia.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) registou uma taxa de variação homóloga de 4%. Este valor está 0,1 pontos percentuais acima do alcançado em Março e é 1,2 pontos percentuais superior ao valor estimado pelo Eurostat para a Zona Euro.

Só de Março para Abril os preços aumentaram 4 décimas. Na Zona Euro, a inflação subiu para os 2,8% no mês passado, segundo o Eurostat.

Em suma, «permanece um cenário complicado para as famílias: preços, taxas de juro e impostos em alta, dificuldade de acesso ao crédito e menor rendimento disponível», remata Filipe Garcia

[Notícia actualizada às 11h30]

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